Domingo, 22 de Abril de 2007

Fernando Pessoa e os Heterónimos

Fernando Pessoa é o poeta de que aprendi a gostar e que me abriu os olhos para o Mundo, para as possibilidades infinitas de viver e sentir a vida.

 

Adoro Fernando Pessoa. Adoro este poeta tão nosso e de todos, tão abrangente do Universo, tão completo, tão complexo e tão simples...

 

Tenho, ao longo do meu percurso, encontrado alguns jovens que nutrem, também, um gosto muito especial por Pessoa.

O ano 2005/2006 foi o ano que me deu a conhecer alguém muito especial que gosta e admira Fernando Pessoa, a Catarina Brás.

 

A Catarina elaborou, como síntese do estudo de Fernando Pessoa, um diálogo entre este grande poeta e os seus heterónimos. Este diálogo foi depois dramatizado e apresentado a outros colegas que adoraram o resultado final.

 

Como no ano transacto não tive a oportunidade de divulgar o texto da Catarina, apresento-o, agora, no meu blog, para que o maior número possível de pessoas o possa conhecer e, acerca dele, opinar.

 

Diálogo inquietante do criador no espaço incolor mas real do sonho que atravessa a sua poesia

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“Custa-me imaginar que alguém possa um dia falar melhor de Fernando Pessoa que ele mesmo. Pela simples razão de que foi Pessoa quem descobriu o modo de falar de si tomando-se sempre por um outro. E como os deuses lhe concederam um olhar imparcial como a neve, o retrato que nos devolve do fundo do seu próprio espelho brilha no escuro como uma lâmina”.

 

Eduardo Lourenço

 

  

                Lisboa, bairro do Chiado, um dia chuvoso de Outono, final dos anos 20. Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis sentam-se ao redor de uma mesa no café A Brasileira.

 

-Estou farto de improfícuas agonias – afirma Pessoa.

 

-Mas tu mesmo – pergunta Campos – não disseste que tudo é ilusão, sonhar é sabê-lo?

 

-E não pediste em canção ao Senhor – lembra Caeiro, (…) que ele nos desse ao menos a força de não mostrar a dor a ninguém?

 

-E quem disse que mostro? – reagiu Pessoa. – Não uso o coração, por isso escrevo livre do meu enleio. Sentir? Sinta quem lê! – continua Pessoa – Até porque toda a minha vida e a minha poesia resultaram do fingimento, da intelectualização das emoções! Digam lá que não se trata de uma brilhante filosofia de vida!

 

-Apenas criaste essa filosofia de forma a fugir à dor de pensar, essa dor que te invade profundamente e até levou à minha criação em Pessoa – retorquiu Caeiro.

 

-Realmente, Caeiro, tudo em mim é dor, de tal forma que já não me reconheço. Tornei-me múltiplo, tenho um drama interior que me traz infelicidade. Vocês são tudo, são a minha alma estilhaçada – confirma Pessoa.

 

-E eu? Estou mais próximo de ti, estou na fase mais íntima e pessimista da minha carreira. Identifico-me com Pessoa. A minha poesia é estranha, só sei que devo relembrar a infância de forma a usufruir da vida – sem memória tornamo-nos inúteis – afirma Álvaro de Campos.

 

-Só há uma única forma de usufruir da vida, viver o momento, aproveitá-lo, agarrá-lo com quatro mãos. No entanto, quando atingimos o pico dessa fruição, devemos largá-lo, deixá-lo voar, porque apegarmo-nos às coisas só nos traz dor. Por isso, é que vocês têm infelicidade e dor porque usufruíram demasiado o tempo da infância – afirma Ricardo Reis.

 

-Ricardo, aprende uma coisa, a infância é a nossa arma, é nela que apreendemos as matérias necessárias para nos tornamos homens, é aí onde tudo é belo, onde não há dor, aquela dor que me invade. Na infância, a pureza somos nós e nada melhor que aproveitar esse tempo porque é efémero – relembra Pessoa.

 

-Já eu posso afirmar que continuo uma autêntica criança, porque não tenho filosofia, tenho sentidos. Eu amo a Natureza, não é porque saiba o que ela é, mas porque a amo e amo-a por isso. A forma como admiro a Natureza é como se fosse uma criança com um novo brinquedo – continua Caeiro – No meu interior só está patente a ingenuidade, porque as coisas são aquilo que são. Não procuro saber a sua essência porque a minha existência já traz confusão.

 

-Talvez tenhas razão, ou talvez não, porque a própria ingenuidade das coisas é suficiente para a criação poética; escrever em poesia é uma qualidade minha e consegui transferi-la para três personagens totalmente distintas – afirma Pessoa.

 

-Fernando, para mim foram transferidas todas essas qualidades de escrever poesia, mas sou diferente, porque sou o poeta do equilíbrio perfeito – diz Reis.

 

- Eu também tenho o dom de escrever poesia, mas sou o poeta da natureza, aquele que deambula pelo campo, aquele que nunca sabe o que ama, nem por que ama, nem o que é amar – retorquiu Caeiro.

 

- Pois, eu sou o único poeta que se aproxima de ti, sou sem dúvida o teu grande amigo. Conheço-te bem tal como me conheces, sofro de lucidez, cansaço, tédio e abulia. Estes são teus sentimentos. Talvez eu seja, das três sombras que tu tens, aquela que se encontra mais próxima – afirma Álvaro de Campos.

 

-Realmente, todos esses sentimentos invadem a minha alma, o tédio e a angústia. Foram estes aspectos que me dividiram e por isso afirmo que não sei ser triste a valer, nem alegre deveras, acreditem: Não sei ser. Considero-me perdido no meu mundo, chego a pensar que não sei quem sou, que alma tenho. Por vezes, sinto-me viver vidas alheias – confessa Pessoa.

 

            Após estas palavras, parou de chover. A nuvem que cobria a claridade do dia afastou-se e o sol brilhou e sorriu como quem ambicionava participar na conversa.

 

-Este sofrimento tem de ser ultrapassado. Devemos aproveitar a vida enquanto dura, abdicando de todos os sentimentos ou emoções que nos criam uma ligação mais forte ao mundo – afirma Reis.

 

-Essa dor de que vocês falam não faz parte do meu vocabulário; nada melhor que andar pela mão das estações porque eu creio no mundo como um malmequer, porque o vejo, mas não penso nele porque pensar é não compreender. Para sermos felizes, devemos acariciar as coisas concretas, isoladamente, com os nossos cinco sentidos – declara Caeiro.

 

-Essa tua forma de pensar, Caeiro, deixa-me estúpido e ignorante porque eu sofro por tudo, por pensar, por ser lúcido e tu, um poeta da natureza, com riqueza interior. Sou mesmo inferior e, por isso, considero-te o meu Mestre. És a personagem mais simples, mas a mais maravilhosa desta minha constelação – garante Pessoa.

 

-Eu, que tentei cantar a modernidade, aproximei-me de ti; sou demasiado ligado às tuas vivências e, por isso, agora tenho fobia à estética, à moral, aos sistemas, às descobertas, à ciência que funcionam como base da estruturação mental e social. Eu apenas procuro estar sozinho, só eu e as minhas memórias. Esta é a única forma que eu encontro de estar no mundo. Eu não quero nada, não me peguem no braço porque eu quero estar sozinho! – grita Álvaro de Campos.

 

-Deixem as memórias, elas são a nossa alegria, mas também o nosso pesadelo porque quanto mais pensamos nelas, mais as queremos. Querer, acreditar e viver pelas memórias é atirar pela janela o último dia da nossa vida – afirma Ricardo Reis.

 

-Cheguei a tal ponto que mal sei como conduzir-me na vida; este mal-estar apenas me faz feridas na alma, e assim fico cansado, aliás o que há em mim é sobretudo cansaço – garante Álvaro de Campos.

 

-Eu também estou sozinho no mundo – suspira Pessoa – posso abrigar-me nos sonhos para continuar a sorrir; eu sou um sonhador, toda a minha vida foi de passividade e de sonho. Como a realidade é dolorosa, efémera, rotineira, refugio-me na fantasia;

 

-Os sonhos são enganadores, porque através dos sonhos não conseguimos captar a realidade. Eu não sonho, eu procuro a harmonia perfeita porque eu sou o argonauta das sensações verdadeiras – confessa Caeiro.

 

-Nos sonhos, a alma elimina o seu mal profundo, a música e o bem entram no coração. É ali, ali, que a vida é jovem e o amor sorri! – afirma Pessoa.

 

-Sonho sonhar o pecado da vida! Continuo a não perceber essa maneira peculiar de viver a vida. Carpe diem, a minha filosofia de vida. Aprendam comigo, não tenham nada nas mãos nem uma memória na alma – diz Ricardo Reis.

 

-Os sonhos e as memórias contribuem para usufruir da vida. É aí que encontramos a felicidade, apesar de ser breve – afirma Pessoa.

 

-Não! Este é o dia, esta é a hora, este é o momento, isto é quem somos e é tudo! – grita Ricardo Reis.

 

-Para mim, sonho, memória, tudo é solidão, um profundo cansaço. Ambicionava conhecer tudo de todas as maneiras, mas agora arde-me a cabeça, sou um ser profundamente dominado pelo tédio e pela abulia – retorquiu Álvaro de Campos.

 

-O sonho aparece como o único caminho. Trata-se de uma forma de evasão, de esquecimento. A vida e o tempo consomem-se, só nos resta o sonho. Para nós, poetas, o sonho é um hábito e o acordar para a realidade é um profundo desgosto – continua Pessoa – nos sonhos o pensamento é libertado para dar lugar à fantasia adormecida.

 

-Essa é a maior qualidade dos sonhos porque deixamos de pensar, o pensamento é o mal dos poetas. Já eu, não tenho esse mal porque eu penso com os olhos e com os ouvidos, com as mãos e com os pés. Às vezes dou por mim deitado na realidade, conheço-a e sou feliz. Agora pensar verdadeiramente nas coisas e tentar perceber a razão de tal existência é estar doente dos olhos – alega Caeiro.

 

-Isso Mestre, pensar é procurar a doença, devemos viver a vida sem nos preocuparmos com ela porque a vida está contra nós. Assim, viver a vida em ataraxia, viver na profunda harmonia, porque não vale a pena lutar contra o inevitável. Cada dia que passa, cada lágrima que cai apenas nos faz aproximar do fim derradeiro, caminhamos para a morte como aquele rio ali atrás que corre para o mar. Nada melhor que seguirmos aquelas doutrinas que eu aprendi lá no outro mundo, na Grécia, o estoicismo e o epicurismo. Vivo cada dia que passa com essas doutrinas e sinto-me feliz porque devemos colher o dia porque somos ele – afirma Ricardo Reis.

 

-Ai! Pensamento! Pensar, que desgosto! Pára, meu coração! Não penses! Deixa o pensar na cabeça! Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus! Estou perdido no planeta do pensamento – suspira Álvaro de Campos.

 

            O rio lá atrás, que corria alegremente, abrandou o seu curso! O sol deixou de brilhar. A noite já espreitava pela janela. Apagava-se o som dos pássaros. A natureza entristeceu de repente, acompanhando o desmaiar do dia. Em redor da mesa onde se encontravam, tudo ficou mais escuro como se estivessem naquele momento no mundo dos pensamentos.

 

-Como escureceu tão rapidamente? – pergunta Ricardo Reis.

 

-Parece que não somos os únicos a participar nesta conversa. Ali atrás de todos aqueles edifícios há uma natureza que nos ouve, ela está em completa harmonia connosco – garante Caeiro.

 

- Caeiro, tu e a natureza! … Sempre a pensar que a trazes contigo. Ela está lá longe e tu aqui – comentou Álvaro de Campos.

 

-Não! Eu considero-me uma flor da natureza. Consigo olhar para o sol para receber a sua luz, porque a luz do sol vale mais que os pensamentos. Alguns que estão ao sol e fecham os olhos, esses rejeitam e têm inveja da beleza da natureza, porque tudo o que é maravilhoso arde e só alguns é que têm o dom de resistir a essa beleza superior – reage Caeiro.

 

-Tu, Caeiro, sempre a defenderes a tua natureza! Mas enquanto a natureza se mantém estagnada, do outro lado existe uma civilização, uma modernidade que precisa de ser cantada – afirma Álvaro de Campos.

 

-Discordo! – atalha Caeiro – Nas cidades e lá na tua modernidade a vida é mais pequena porque na cidade as grandes casas fecham a vista à chave.

 

-Mas isso é pura intelectualização – diz Pessoa.

 

-Na verdade – continuou Álvaro de Campos – fui o único poeta que sentiu sofrer alterações. Vocês conseguem manter todas as vossas teorias, defendem-nas com todas as armas que têm. Eu sinto-me perdido. Tenho múltiplas emoções. No início estava influenciado pelo decadentismo, procurava sensações novas, escrevia uma poesia pessimista. Depois fui influenciado pelo simbolismo. Só mais tarde enveredei pelo futurismo. Num estilo febril, ambicionava sentir tudo de todas as maneiras, mesmo aquela agitação da cidade … tinha febre de escrever. Tenho que agradecer ao meu amigo Whitman.

 

-E agora, cada vez mais próximo de mim, não é verdade? – pergunta Pessoa.

 

- Realmente, agora a minha poesia tornou-se um desabafo. Sou um poeta amargurado, reflectindo de forma pessimista e desiludida sobre a existência. Sinto-me invadido pelo tédio, pelo cansaço, pela solidão e pela abulia. Não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo – afirma Álvaro de Campos.

 

            Após estas palavras melancólicas e de desafio, Ricardo Reis e Álvaro de Campos confessam-se como discípulos de Alberto Caeiro. A noite desce largamente pelo bairro do Chiado.

 

-Na minha poesia tentei imitar o Mestre, mas estava demasiado apegado a todas aquelas ideias neoclássicas – confessa Reis.

 

-Eu sinto-me completamente frustrado por não ter conseguido seguir os preceitos do Mestre – afirma Álvaro de Campos.

 

-Meu Mestre, o meu coração não aprendeu a tua serenidade. O meu coração não aprendeu nada. A calma que tinhas deste-ma e foi-me inquietação – gritam de forma angustiada Reis e Campos.

 

Os quatro poetas entraram por momentos em profunda meditação. Lá no cimo, sorrindo e brilhando, aparecia a estrela mais bela da constelação.

 

-Já que nos encontramos aqui, numa onda de melancolia e de revelações, nada melhor que explicar o vosso aparecimento, pois, o poeta é um fingidor que finge tão completamente e eu, Fernando Pessoa, sinto-me múltiplo, parece que vivo vidas alheias como já afirmei – confessa Pessoa.

 

-Somos nós essas vidas alheias que resultam da tua fragmentação? – pergunta Caeiro.

 

-Mas afinal por que nos criaste? Porque é que somos os teus heterónimos? – questiona Campos.

 

-Desde criança que tenho tendência para criar em meu torno um mundo fictício, de me cercar de amigos e conhecidos que nunca existiram. No fundo, há uma razão de tipo psiquiátrico. Existe em mim um profundo traço de histeria. Não sei se sou simplesmente histérico, se sou, mais propriamente, um histero-neurasténico. Tendo para esta segunda hipótese …Seja como for, a origem mental dos meus heterónimos, ou seja, a vossa origem, está na tendência orgânica e constante para a despersonalização e para a simulação. Estes fenómenos são mentais e não afectam, Graças a Deus, o meu relacionamento com os outros. Fazem explosão para dentro e vivo-os eu a sós comigo. Por exemplo, se eu fosse mulher, seria vergonhoso, pois cada poema teu, Álvaro de Campos, que és o mais histericamente histérico de mim, seria um alarde para a vizinhança, percebes? – explica Pessoa.

 

 

-Então … tudo em ti, como tu próprio dizes, acaba em silêncio e poesia… – conclui Álvaro de Campos.

 

-Exactamente – confirma Pessoa.

 

-Então nós não existimos? – perguntam os três ao mesmo tempo.

 

-Tudo isso significa que somos inventados e apenas servimos para um jogo, uma fruição? – questiona Reis.

 

- Não! Vocês são a minha vida, a minha alma, o meu coração. São os meus heterónimos! E prometo que os vossos nomes e os vossos versos, os versos de Caeiro, Reis e Campos serão conhecidos por todos. O destino da vossa obra é caminhar para a imortalidade e nós apenas temos a possibilidade de abrir a janela mais alta do mundo, pegar num lenço branco e saudar os versos mais maravilhosos e estupendos que alguém ousou escrever – afirma Pessoa.

 

-Pertencemos ao espaço ficcional da tua criação poética – assentiu Álvaro de Campos.

 

-Obrigado pela oportunidade que me deste de ser um homem da natureza sem filosofia e sem metafísica – diz Caeiro com simplicidade.

 

- Caeiro, tu és um poeta bucólico de espécie complicada. Nasceste no dia mais triunfal da minha vida. Apareceste em mim como o meu mestre, embora pareça absurda esta frase – lembra Pessoa.

 

- E isso faz de mim a simplicidade em Pessoa – diz prontamente Caeiro.

 

- Quanto a mim, agradeço-te teres-me dado a possibilidade de expor, por vezes ironicamente, a minha arte de viver decantada da sabedoria do passado – afirma Ricardo Reis.

 

- Eu fico-te grato por teres depositado em mim esta capacidade de “sentir, em lúcida histeria, de acordo com os ritmos do mundo moderno” – acrescenta Álvaro de Campos.

 

- No teu caso, Fernando, o poeta sobrepõe-se ao homem. A tua vida está na poesia. Logo os poetas não têm biografia. A tua obra é a tua biografia – suspira Caeiro.

 

- A minha alma gira em torno da minha obra literária – boa ou má, que seja, ou possa ser. Tudo o mais na vida tem para mim interesse secundário – sublinha Pessoa e acrescenta: Eu simplesmente sinto com a imaginação. Não uso o coração, até porque toda a minha vida e a minha poesia resultam do fingimento, da intelectualização das emoções. A poesia é arte – afirma Pessoa.

 

Era noite. Uma densa escuridão engole as três sombras de Fernando Pessoa. A estrela mais bela da constelação Pessoana sorriu e acenou ao poeta que julgava ter dialogado …

FIM

 

publicado por novosnavegantes às 16:28
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