Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007

Crónica: "Agora não. Não tenho tempo"

Será que o tempo, o “nosso tempo”, é o mesmo que o de qualquer outro ser? Viveremos nós na era da escassez do tempo?
Tornamo-nos mais velhos à medida que os anos passam, e de braço dado com o avanço da idade surge a tendência para o isolamento. Enquanto crianças temos todo o tempo do mundo, porque não pensamos nele, não pensamos em nada, simplesmente.
A inocência com que se encara a vida faz de nós os melhores e mais bonitos seres à face da Terra.
Crescendo, começamos a ter consciência do real (ou a idealização do real, porque nada nem ninguém nos afirma o que é a realidade), a ter noção que o tempo nos foge entre os dedos como a areia daquela praia deserta passa pelo crivo das nossas memórias. E aí “o outro” deixa de ser “o” definido para nós, e passa a ser o indefinido e o dispensável. E porquê? Porque é que a cada momento de crescimento sentimos, cada vez mais, a necessidade de independência e de desprendimento dos humanos?
Senão vejamos e reparemos na nossa sociedade. Quantas vezes acontece que jornalistas ou anónimos, param na rua, fazem uma pergunta e a resposta é sempre a mesma: “Agora não. Não tenho tempo.” Ou, então, se fizermos uma visita aos lares da terceira idade reparamos que os visitantes são cada vez mais escassos. E porquê? “ Porque não tenho tempo”. Pergunto-me com alguma relutância (e esforço-me por não tentar acreditar) que estará o Homem a atribuir ao tempo a responsabilidade de se estar a tornar um ser anti-social e egoísta?
É triste caminharmos neste sentido. Estamos a tornar-nos numa sociedade materialista e desprezando o contacto humano, as relações e as sensações.
Há pressa para abraçar alguém, não há momento para se olhar e ver a beleza interior do Homem. É uma autêntica perda de tempo. Mas o tempo perde-se? E se se perde é porque alguém o detém? E quem o detém? Não será mais fácil pararmos, pensarmos e pensarmos para pararmos?
A vida é melhor, vivida com alguém ao nosso lado e para esses, para os “importantes”, há sempre tempo, porque o tempo cronológico passa igual para todos, mas o psicológico somos nós que o fazemos passar!
Vanessa Jerónimo, 10º F
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publicado por novosnavegantes às 22:55
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