Sexta-feira, 2 de Outubro de 2009
Mês Internacional da Biblioteca Escolar

 

 

 

A Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Seia vai comemorar o Mês Internacional da Biblioteca Escola com a actividade "À Descoberta da Biblioteca Escolar" na qual irão participar todos os alunos da Escola e todos os professores.

Esta actividade tem como objectivo divulgar a Biblioteca Escolar e os seus recursos junto da Comunidade Educativa.



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Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Jantar Queirosiano

Aqui vos deixo algumas fotos do Jantar Queirosiano, realizado pela Biblioteca Escolar,  no dia 9 de Junho, encerramento das actividades do Projecto "As 5 Portas da Leitura...", premiado com a candidatura de Mérito 2009 da RBE.

Como as fotos demonstram foi um momento muito agradável e inesquecível.



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Domingo, 7 de Junho de 2009
Portugal na 2ª metade do século XIX

 

No dia 28 de Maio, a Escola reviveu momentos do nosso passado e recordados no decurso do estudo da obra “Os Maias” de Eça de Queirós.
Os alunos vestiram-se a rigor e recriaram os passeios da sociedade portuguesa da 2ª metade do século XIX pela cidade de Lisboa e os pregões dos vendedores de produtos hortícolas que percorriam as ruas da cidade anunciando os seus produtos.
Na sessão, que decorreu na Sala de Estudo, foram abordados vários aspectos relativos à época, nomeadamente, a moda, a gastronomia, a música, a arte, os vinhos e sua referência na obra de Eça de Queirós.
A actividade contou com a presença dos alunos das turmas A, D e I do 11º ano e respectivos professores, que estão a desenvolver o Projecto “As 5 Portas da Leitura: promoção do livro e da leitura”, promovido pela Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos. A actividade contou, ainda, com um grupo de alunos, que não estando a desenvolver o referido Projecto, foram convidados a estar presentes, 11º C.
A dinamização desta sessão foi efectuada pelos alunos do 11º A e I, orientados pelas professoras Elisa Branquinho e Rosa Isabel Martins. Os meus parabéns a todos pela forma como recriaram esta época e nos transportaram no tempo.


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Cesário Verde - Cidade/Campo

 

No dia 28 de Maio de 2009, teve lugar no auditório da Escola Secundária de Seia a palestra “Cesário Verde – Relação Cidade/Campo”, dinamizada pelas professoras Maria dos Anjos Poeira e Lúcia Leitão. A palestra, inserida no projecto “As 5 Portas de Leitura”, tinha como objectivo explicitar a dicotomia cidade/campo existente na obra de Cesário Verde através da caracterização dos dois espaços, sendo destinada aos alunos das turmas A, D e I do 11.º ano.
A professora Maria dos Anjos começou por apresentar um PowerPoint no qual eram explicadas as diferenças entre a cidade e o campo ao longo do século XIX, fazendo-se uma caracterização de ambos os espaços e da relação entre eles.
Passou, em seguida, a palavra à professora Lúcia, que abordou a mesma temática mas relativa ao século XX, alargando-se até à actualidade.
Penso que ambos os momentos foram bastante enriquecedores, na medida em que nos permitiram ver as diferenças entre o passado e o presente das relações estabelecidas entre a cidade e o campo, situação que muitas vezes é ignorada pelos alunos, principalmente porque estes vivem num meio rural e ignoram a realidade das grandes cidades, onde este processo é mais evidente.
É importante que este tipo de acções continue a desenvolver-se, uma vez que permitem um maior envolvimento nas actividades escolares, além de proporcionarem um maior entendimento da obra em questão e o conhecimento de novas realidades.
Cátia Soares


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Cesário Verde - Fotografia/Pintura

 

          No dia 22 de Abril, decorreu na Sala de Estudo da Escola Secundária de Seia, pelas 10h e 15m, a palestra “Cesário Verde - observação/captação do real - A fotografia como forma de captação do real envolvente; Visão pictórica da realidade – poemas = pinturas”, dinamizada pelos Encarregados de Educação João Carlos Soares e Tânia Lazakovich.
            A palestra contou com a presença dos alunos das turmas A, D e I do 11º ano e respectivos professores, que estão a desenvolver o Projecto “As 5 Portas da Leitura: promoção do livro e da leitura”, promovido pela Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos.
            A palestra dividiu-se em duas partes. Na primeira, o nosso convidado falou da evolução que a fotografia foi sofrendo ao longo dos tempos; mostrou algumas máquinas antigas e as películas usadas, para os alunos se poderem aperceber da evolução que a arte da fotografia sofreu ao longo dos anos; contou pequenas histórias que ocorreram com alguns fotógrafos ao exercerem a sua actividade e que pela diferença técnica de utilização das mesmas nos fizeram sorrir pelo caricato que hoje têm; deu-nos também alguns conselhos para a obtenção de boas fotografias como captação do real envolvente, pois, como ele referiu, todos podemos ser bons fotógrafos de retratos, mas não seremos diferentes de outros com uma máquina fotográfica, uma vez que aquilo que faz a diferença é o uso da nossa sensibilidade para a captação do momento associada a uma boa técnica.
            Na segunda parte da palestra, a nossa convidada falou-nos um pouco de arte e explicou-nos algumas fases da pintura de uma tela e utilização dos diferentes materiais, tendo pintado ao vivo um estudo com a paisagem que observávamos da janela da sala; referiu-nos que tudo o que observamos pode ser passado para a tela, mas, que ao pintarmos, o que passa para a tela é a nossa percepção da realidade, aquilo que queremos ver e não a própria realidade, pois cada um vê a realidade à sua maneira, interpretando-a consoante a sua sensibilidade, a sua perspectiva.
            Esta actividade foi muito interessante, pois, para além termos tido os pais envolvidos numa actividade direccionada para os seus educandos, permitiu-nos adquirir conhecimentos que, directamente, não fazem parte dos conteúdos programáticos, mas contribuem para a nossa formação e crescimento como indivíduos plenamente integrados numa sociedade em permanente evolução.


publicado por novosnavegantes às 16:05
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Jantar Queirosiano

jantar queirosiano

 



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Quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Visita de estudo a Lisboa: Roteiro Queirosiano, Porto de Lisboa e Museu do Teatro


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Domingo, 22 de Março de 2009
Semana da Leitura na BE/CRE da Escola Secundária de Seia

 

 A Biblioteca Escolar da Escola Secundária de Seia comemorou, de 2 a 6 de Março, a Semana da Leitura com a realização de um leque diversificado de iniciativas de promoção do livro e da leitura:
- O Mural da Leitura formado por um conjunto de caixas forradas a papel e com frases de autores de renome alusivas à leitura e excertos de algumas obras da literatura portuguesa.
- A Árvore do Conhecimento elaborada com vários livros da Biblioteca.
- O Rio de Palavras que consistia num conjunto de palavras inseridas num envelope que, escolhido pelos participantes, os convidava a escreverem frases com as palavras que lá se encontravam e a deixarem “correr o rio de palavras”.
- A VIII Feira do Livro que teve uma grande adesão por parte da comunidade escolar, pois a oferta era muito variada.
- A exposição de trabalhos realizados pelos alunos do 11º D - “Olhares sobre o “Frei Luís de Sousa”. Desta exposição faziam parte os cenários de cada um dos actos da obra, apresentados em tela; a iluminação de uma cena – cena dos quadros -; a música da época; um estudo sobre a tuberculose, doença que vitimou Maria de Noronha; a entrevista virtual a Almeida Garrett e um estudo sobre o vestuário da época do “Frei Luís de Sousa” com a apresentação dos figurinos da roupa das personagens da obra – Maria de Noronha, D. Madalena de Vilhena, D. Manuel de Sousa Coutinho e Telmo Pais – e a confecção das próprias indumentárias.
- O Teatro na Escola que se realizou no dia 2 de Março, no auditório da Escola. Esta iniciativa foi dinamizada pelos alunos do 11º D que apresentou, a alguns colegas do mesmo ano, algumas actividades relacionadas com o estudo da obra “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett. O grupo, constituído pela Ana Morais, Patrícia Cruz, João Garcia e João Seabra, apresentou um jogo dramático, já realizado na aula, que tinha como intervenientes algumas personagens da obra estudada na aula, Maria de Noronha, Telmo Pais, o rei D. Sebastião, que, entretanto, tinha regressado de Alcácer Quibir, e uma aluna que desempenhava o seu próprio papel. Estas personagens encontravam-se no jardim do palácio de D. João de Portugal e, de improviso, encetavam uma interessante conversa. Um outro grupo de trabalho, constituído pela Cátia Monteiro e pela Inês Pinto presentearam-nos com uma entrevista virtual a Almeida Garrett. Finalmente, o grupo da Patrícia Cruz, Ana Carolina Cruz e Ana Meneses apresentaram-nos um pequeno filme com a dramatização de algumas cenas da obra “Frei Luís de Sousa”. As várias actividades, inseridas nesta iniciativa, proporcionaram aos presentes momentos imemoráveis que ficarão para sempre na memória de todos.
- A Sessão de Poesia que decorreu no dia 4 de Março, no auditório C15. Esta actividade foi dinamizada pelos alunos do 11º I do Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial, orientados pela docente Isabel Fonseca, pelos docentes Orlanda Moreira e Carlos Teófilo e por alguns alunos das turmas do 10º ano que estavam a assistir à sessão.

Os alunos do 11º I ano brindaram-nos com a encenação de alguns poemas e lengalengas - “ORQUESTRA DE POESIA” POEMAS DE JORGE SOUSA BRAGA - que muito agradaram aos presentes.

 

Os docentes Orlanda Moreira e Carlos Teófilo apresentaram-nos diversos poemas que nos proporcionaram momentos agradáveis.
Os alunos participantes dinamizaram, também, esta sessão de poesia, apresentando alguns poemas de autores conhecidos da literatura e outros da sua própria autoria.
Foi uma sessão muito instrutiva que permitiu não só o conhecimento de alguns poetas e dos seus textos mas também novos valores literários.
- A Sessão de Contos realizada no dia 5 de Março, no auditório da Escola, foi dinamizada pelas docentes Orlanda Moreira, que nos presenteou com um conto de Miguel Torga e alguns contos populares, e Cândida Perpétua, que nos apresentou o conto “O Príncipe Feliz”, e a Técnica da Biblioteca Municipal, Mariana Aires que contou dois contos populares. Foi uma sessão muito agradável, que contou com contos variados, uns sérios outros mais brincalhões, mas que agradaram a todos os presentes.
Foi uma semana que proporcionou momentos culturais enriquecedores para toda a comunidade escolar e atingiu os objectivos do programa da Semana da Leitura: promover a leitura, assumindo-a como factor de desenvolvimento individual e de progresso nacional, estimular nos jovens o prazer de ler, intensificando o contacto com o livro e a leitura na escola.
Um agradecimento a todos os professores e alunos que participaram na dinamização das actividades e a todos aqueles que as puderam aproveitar.
 



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Sábado, 20 de Dezembro de 2008
Boas Festas!

 natal

 

Chove.
É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal.
E o frio que ainda é pior.

E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.

Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.


Álvaro de Campos

 

 

 

 

 

NATAL
 
Mais uma vez, cá vimos
Festejar o teu novo nascimento,
Nós, que, parece, nos desiludimos
Do teu advento!
Cada vez o teu Reino é menos deste mundo!
Mas vimos, com as mãos cheias dos nossos pomos,
Festejar-te, ─ do fundo
Da miséria que somos.
Os que à chegada
Te vimos esperar com palmas, frutos, hinos,
Somos ─ não uma vez, mas cada ─
Teus assassinos.
À tua mesa nos sentamos:
Teu sangue e corpo é que nos mata a sede e a fome;
Mas por trinta moedas te entregamos;
E por temor, negamos o teu nome.
Sob escárnios e ultrajes,
Ao vulgo te exibimos, que te aclame;
Te rojamos nas lajes;
Te cravejamos numa cruz infame.
Depois, a mesma cruz, a erguemos,
Como um farol de salvação,
Sobre as cidades em que ferve extremos
A nossa corrupção.
Os que em leilão a arrematamos
Como sagrada peça única,
Somos os que jogamos,
Para comércio, a tua túnica.
Tais somos, os que, por costume,
Vimos, mais uma vez,
Aquecer-nos ao lume
Que do teu frio e solidão nos dês.
Como é que ainda tens a infinita paciência
De voltar, ─ e te esqueces
De que a nossa indigência
Recusa Tudo que lhe ofereces?
Mas, se um ano tu deixas de nascer,
Se de vez se nos cala a tua voz,
Se enfim por nós desistes de morrer,
Jesus recém-nascido! o que será de nós?!
 
José Régio
 

 

NATAL CHIQUE

Percorro o dia, que esmorece
Nas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na minha pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado...
Só esse pobre me pareceu Cristo.

                                                                      Vitorino Nemésio
 
 
 


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Domingo, 16 de Novembro de 2008
VIII Feira de Artesanato


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A Escola vai ao Teatro - Projecto "As 5 portas da Leitura"



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Domingo, 5 de Outubro de 2008
Projecto: "As 5 portas da leitura: promoção do livro e da leitura

 

A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária de Seia, com o apoio da Biblioteca Municipal, vai implementar o projecto “As 5 portas da leitura: promoção do livro e da leitura” com o objectivo, entre outros, de contribuir para o desenvolvimento das competências de leitura e de escrita nos jovens, valorizando a literacia como meio fundamental para potenciar o sucesso escolar e promover a inserção sociocultural global.
A leitura é um bem essencial. Não é um luxo, é um dever, uma necessidade básica, um direito elementar, um hábito imprescindível. Ler não é um mero passatempo; é um alimento intelectual, pois através do livro/leitura conhecemos os grandes pensadores e os escritores clássicos; conhecemos os textos sagrados; aprendemos a sonhar outros mundos; aprendemos a descobrir o que nos cerca e a descobrirmo-nos a nós próprios.
            A leitura alimenta a nossa congenial fome de imaginação, a nossa necessidade inata de histórias e das emoções correspondentes, pois o homem é um animal simbólico e efabulador por natureza já que tem necessidade de ouvir e de contar histórias, desde o nascimento até à morte.
            A leitura proporciona-nos viagens no tempo e no espaço; permite-nos sonhar outras vidas, outras culturas, outros mundos.
            A leitura conduz-nos a expressarmo-nos melhor, oralmente e por escrito, para comunicarmos e argumentarmos de forma mais correcta e clara, com maior eficácia e persuasão, para fundamentarmos melhor as nossas ideias e pontos de vista.
            A leitura permite-nos descobrir constantemente a expressividade da linguagem, as suas ilimitadas capacidades metafóricas e simbólicas, num processo de auto-alimentação constante: quanto maior é a quantidade de leituras, maior é a capacidade de compreensão e mais apetrechada se mostra a capacidade crítica.
            Todos temos no nosso íntimo um leitor oculto que deve ser provocado a revelar-se, incitado de várias formas para que a leitura se torne não só um hábito, mas também um prazer.
            A leitura implica a interacção do sujeito com o texto para construir o seu significado; o leitor apropria-se dos textos, dando-lhe um significado que, por vezes, o autor nunca havia imaginado. Ou seja, interpreta à sua maneira, pondo em jogo toda a magia da interpretação. Portanto, a leitura é muito mais do que juntar letras umas às outras e os verdadeiros leitores são aqueles que sonham, ouvem e sentem enquanto lêem.
            Sonhar, inventar, mentir e criar são palavras intrinsecamente ligadas à leitura. O sonho resulta de todos os estímulos que são oferecidos pela leitura; a invenção é a resposta inteligente que advém depois de ouvirmos um bom contador/leitor; a mentira é acreditar que o sonho se concretiza; a criação é a característica humana que nos lembra que existe uma criança dentro de nós. Como afirma Mafalda Milhões [2005], “aos olhos das crianças, o sonho acontece, a invenção é uma mentira pequenina e a mentira é uma «coisa» feia, a criação faz parte do dia-a-dia e por isso não é valorizada”.
            Estas quatro componentes da leitura, associadas ao afecto, fazem da leitura uma necessidade na vida de qualquer ser humano. Por isso, valorizar o sonho, descodificar as invenções e perceber as mentiras é muito importante, pois vai ser mais fácil perceber as histórias, ouvi-las, contá-las, vê-las, senti-las e tocá-las. Os cinco sentidos devem funcionar de forma permanente na leitura, pois só assim compreendemos as várias sensações ligadas ao texto, os vários sentidos do texto e podemos tirar prazer da leitura.
            Este projecto pretende despertar os sentidos adormecidos em cada um de nós e reconduzir-nos ao seu uso pleno para assim usufruirmos das histórias lidas, encontrarmos prazer na leitura e sermos leitores para a vida.
            Queremos levar o jovem a sentir a leitura, a conhecer a textura das palavras, os cheiros das palavras, as cores das palavras, as sensações das palavras.
            Queremos que o jovem desperte para o prazer de ler e mantenha esse prazer ao longo da sua vida, pois “estimular o prazer de ler é a pedra de toque do esforço pedagógico que procura desenvolver a literacia” [Alçada, s. d.].
            Ler é um prazer que deve ser cultivado. O percurso para adquirir esse prazer deve também ser partilhado, pois ler é fazer amor com as palavras. A missão do professor é ser mestre do Kama sutra da leitura, pois a leitura deve ser um acto de prazer e não de imposição ou obrigação.
Este projecto vai ser desenvolvido em três turmas do 11º ano de escolaridade: 1 do Curso de Ciências e Tecnologias (turma A), 1 do Curso de Línguas e Humanidades (turma D) e 1 do Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial (turma I).
Os docentes envolvidos no projecto são Elisa Branquinho, Rosa Isabel Martins, Ana Macedo e Manuela Silva (Coordenadora da BE/CRE).
A Coordenadora BE/CRE
Manuela Silva

 



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Sábado, 26 de Julho de 2008
Férias

 

Olá!
Boas férias para todos e boas leituras.
 
 
 
Sugestões:
“Os Maias”, Eça de Queirós
“Ana Karenina”, Tolstoi                  
“Como água para chocolate”, Laura Esquível
“Chocolate”, Joanne Harris
“Vinho mágico”, Joanne Harris
“Uma villa em Itália”, Elizabeth Edmondson
“Visto da lua”, Alice Sebold
“O músico de Estaline”, Luís Felipe Campuzano
“A cozinha açafrão”, Yasmin Crowther
“As velas ardem até ao fim”, Sándor Márai
 
 
 
 
Praia
 
Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
 
As ondas desenrolam os seus braços
E brancas tombam de bruços
 
A praia é lisa e longa sob o vento
Saturada de espaços e maresia
 
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.
Sophia de Mello Breyner A.

 

 

 



publicado por novosnavegantes às 22:46
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Domingo, 1 de Junho de 2008
"Prece" - "Mensagem"

mensagem

O texto refere-se explicitamente a um «nós»: "Restam-nos", "a vida em nós", "que seja nossa". "Nós" = eu + os outros portugueses.

 

O sujeito poético apresenta-nos um Portugal dcadente, marcado pela indolência, pelo "silêncio hostil", pelo apego às coisas materiais, sem capacidade de sonhar ("a alma é vil"), em contraste com a "tormenta e a vontade" do passado.

 

A repetição de "ainda" reforça a ideia de que nada está perdido, de que a chama da esperança pode ser ateada (v. 8), por acção do vento, isto é, de uma mudança de atitude.

 

Em consonância com o título, o sujeito poético, em tom de súplica, pede que um «sopro» divino ajude a atear a "chama do esforço", ainda que se tenha de pagar com «desgraça» ou suportar o peso da "ânsia".

 

Os últimos versos deste poema fazem eco dos versos "Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. / Senhor, falta cumprir-se Portugal!" do poema "Infante".

 

À expressão "mas que seja nossa", subjaz a ideia de que é preciso reencontrar a identidade e o prestígio nacional perdidos.

 

 



publicado por novosnavegantes às 18:38
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"Padrão" - "Mensagem"

mensagemA técnica escolhida pelo "eu" para falar do «padrão» é partir do geral para o particular: deixa o padrão no area (1ª quadra); apresenta a simbologia geral do padrão  (2ª quadra); refere o valor das «Quinas» (3ª quadra) e da «Cruz» (4ª quadra).

 

Subjaz ao último verso de cada quadra a ideia da eterna procura ("para diante"; "o por-fazer"; "o mar sem fim"; "sempre por achar") que se liga à "febre de navegar", à ânsia, à insatisfação.

 

Mais importante do que a imperfeita obra realizada é o "por-fazer", é a necessidade de navegar "para diante" , no "mar sem fim", na demanda do "porto sempre por achar".

 

"Navegar não pode ser entendido apenas no sentido literal. No poema, surge, também, como metáfora de toda a procura.

 

Embora "ousada", a "obra é [sempre] imperfeita", por isso a exemplaridade do herói reside, sobretudo, na sua atitude de permanente insatisfação diante do já feito. É isto que o eleva acima da medida humana comum.

 

O "eu" do poema é um herói predestinado: "A alma é divina", "O por-fazer é só com Deus", "Só encontrará de Deus [...] / O porto sempre por achar".

 

O padrão não assinala a viagem conseguida, pois o importante não é chegar é partir. O padrão é o «marco sempre penúltimo da viagem começada».

 



publicado por novosnavegantes às 14:52
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"Horizonte" - "Mensagem"

Ó mar anterior a nós, teus medos

Tinham coral e praias e arvoredos.

Desvendadas a noite e a cerração,

As tormentas passadas e o mistério,

Abria em flor o Longe, e o Sul sidério

'Splendia sobre as naus da iniciação.

 

Linha severa da longínqua costa -

Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta

Em árvores onde o Longe nada tinha;

Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:

E, no desembarcar, há aves, flores,

Onde era só, de longe a abstracta linha.

 

O sonho é ver as formas invisíveis

Da distância imprecisa, e, com sensíveis

Movimentos da esp´rança e da vontade,

Buscar na linha fria do horizonte

A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -

Os beijos merecidos da Verdade.

 

                                 Fernando Pessoa

 

 mensagem

 

O horizonte é símbolo do indefinido, do longe, do mistério, do desconhecido, do mundo a descobrir, do objectivo a atingir.

 

Através da apóstrofe inicial, "Ó mar anterior a nós", o sujeito poético dirige-se ao mar desconhecido, ainda não descoberto/navegado.

 

Na 1ª estrofe encontramos uma oposição implícita. A oposição refere o mar anterior aos Descobrimentos portugueses ("medos", "noite", "cerração", "tormentas", "mistério" - substantivos que contêm a ideia de desconhecido, que remetem para a face oculta da realidade) e o mar posterior a esse feito ("coral e praias e arvoredos", "Desvendadas", "Abria", "´Splendia" - palavras que contêm a ideia de descoberta).

 

A expressão "naus da iniciação" (v. 6) é uma referência às naus portuguesas que, impulsionadas pelos ventos do "sonho", da "esp'rança" e da "vontade", abriram novos caminhos e deram início a um novo tempo.

 

A segunda estrofe é essencialmente descritiva. Essa descrição é feita por aproximações sucessivas, de um plano mais afastado para planos mais próximos: - [Ao longe] a "Linha severa da longínqua costa" (= o horizonte); [Ao perto] "Quando a nau se aproxima, ergue-se a encosta / Em árvores"; "Mais perto", ouvem-se os "sons" e percebem-se as "cores"; "no desembarcar" vêem-se "aves, flores".

 

O sujeito poético, na última estrofe, apresenta uma definição poética de sonho: O sonho é ver o invisível, isto é, ver para lá do que os nossos olhos alcançam (ver longe); o sonho é procurar alcançar o que está mais além (é esforçar-se por chegar mais longe); o sonho é alcançar/aceder à Verdade, sendo que esta conquista constitui o prémio de quem por ela se esforça. De salientar, aqui, o uso do presente do indicativo - "é" - que confere, a estes versos, um carácter intemporal e programático.

 

No verso 1 da terceira estrofe temos o uso da antítese - ver/invisíveis.

 

Nos vesos 16-17 é reforçada a passagem do abstracto ao concreto. Essa passagem é reforçada pela acumulação, no verso 17, de nomes concretos, precedidos de artigos definidos: "A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte".

 

Este poema apresenta-nos o sonho como motor da acção dos Descobrimentos. É o sonho que, movido pela esperança e pela vontade, desperta no homem o desejo de conhecer, de procurar a verdade.

 

O título "Horizonte" evoca um espaço longínquo que se procura alcançar funcionando, assim, como uma espécie de metáfora da procura, como um apelo da distância, do "Longe", à eterna procura dos mundos por descobrir.

 



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Sábado, 31 de Maio de 2008
"D. Fernando Infante de Portugal" - "Mensagem"

mensagem

 Deu-me Deus o seu gládio, por que eu faça

A sua santa guerra.

Sagrou-me seu em honra e em desgraça,

Às horas em que um frio vento passa

Por sobre a fria terra.

 

Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me

A fronte com o olhar;

E esta febre de Além, que me consome,

E este querer grandeza são seu nome

Dentro em mim a vibrar.

 

E eu vou, e a luz do gládio erguido dá

Em minha face calma.

Cheio de Deus, não temo o que virá,

Pois, venha o que vier, nunca será

Maior do que a minha alma.

 

                                                                                             Fernando Pessoa

 

Este poema é um auto-retrato de D. Fernando. As marcas de discurso de 1ª pessoa são os pronomes pessoais me (vv. 1, 3, 6, 8), eu (vv. 1, 11) e mim (v. 10); determinante possessivo minha (vv. 12, 15); formas verbais na 1ª pessoa do singular: vou (v. 11) e temo (v. 13).

 

Os versos 1-3 e 6-7, entre outros confirmam que D. Fernando é retratado como instrumento da vontade de Deus.

 

O gládio simboliza o poder com que Deus investe o herói para que ele possa fazer cumprir o destino de Portugal.

 

Em consequência da acção divina, o "eu" é consumido por uma "febre de Além" (v.8). Essa febre participa, como o gesto a que conduz, da predestinação divina do herói. É algo que lhe é dado, que faz parte da sua própria condição, como ser depositário de um destino que se cumpre através dele, como acontece com D. Fernando.

Mesmo nos casos onde o grande empreendimento a que se propuseram falhou, os heróis na Mensagem mantêm viva a chama do desejo e do sonho, impulsionados por essa febre dev fazer, de descobrir, de criar, a que se juntam o seu destemor confiante por se sentirem cheios de Deus.

Dir-se-ia, em suma, que nessa "febre de Além", nessa ânsia de Absoluto, reside um dos aspectos mais importantes da exemplaridade do herói na Mensagem

 

Essa "febre de Além" impele o herói à acção - o que se concretiza na 3ª estrofe.

 

Os três últimos versos do poema exprimem o destemor e a confiança com  que o herói se lança na acção por se encontrar imbuído do espírito de Deus. Não importa se essa acção se concretizará ou não em obra feita, o que interessa é a própria acção.

 



publicado por novosnavegantes às 22:46
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Análise do poema "D. Dinis" da "Mensagem"

 D. Dinis

 

Na noite escreve um seu Cantar de Amigo

O plantador de naus a haver,

E ouve um silêncio múrmuro consigo:

É o rumor dos pinhais que, como um trigo

De Império, ondulam sem se poder ver.

 

Arroio, esse cantar, jovem e puro,

Busca o oceano por achar;

E a fala dos pinhais, marulho obscuro,

É o som presente desse mar futuro,

É a voz da terra ansiando pelo mar.

                                                                                   

                                                                                      Fernando Pessoa

 

mensagem

D. Dinis é caracterizado, no poema, como poeta (v.1) e como lavrador (v. 2).

 

À volta de D. Dinis é criado um ambiente de mistério, sobretudo na 1ª estrofe: o "silêncio múrmuro" que só ao rei é dado ouvir, "o rumor dos pinhais que (...)/(...) ondulam sem se poder ver", isto é, só acessíveis a sonhadores, porque só o futuro os revelará como "trigo / De Império"; na 2ª estrofe, salienta-se "a fala dos pinhais" que é um "marulho obscuro".

 

No verso dois está presente a metáfora que remete para os pinheiros mandados plantar por D. Dinis que são já, virtualmente, as naus das Descobertas - o futuro adivinhado. O rei aparece, assim, como aquele que cria condições para as navegações, como uma espécie de intérprete de uma vontade superior. Esta ideia, que põe em evidência o aspecto mítico deste "herói", repete-se nos versos 9-10 - "É o som presente desse mar futuro, / É a voz da terra ansiando pelo mar".

 

Os versos 6-7 apresentam-nos o "cantar" "jovem e puro" como um regato que corre em direcção a um "oceano por achar"; encerram, também, a ideia de que neste passado se adivinha já o futuro.

 

Ao longo do poema, encontramos diversas referências a dois ciclos da nossa História - o da terra e o do mar. Os versos que ilustram esta afirmação são: versos 2, 4-5 e 10. Estes versos conciliam os dois ciclos - "plantador de naus", "como um trigo / De Império, ondulam", "É a voz da terra ansiando pelo mar".

 

 



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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
FM 69.0 mf

 No dia 23 de Abril, Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, pudemos assistir a um espectáculo inesquecível no CISE, organizado pela Biblioteca Municipal de Seia. O espectáculo com o original título FM 69.0 mf desenvolvia-se em redor do polémico, para alguns, tema da sexualidade. Os actores Cristina Cavalinhos e João Loy ao longo de uma hora falaram de sexo, "sem medo, sem pudor, sem vergonha, sem tabus...".

Foi um espectáculo muito bom, em que brincando e rindo, se falou de coisas sérias e importantes para a vida... 

 

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Feira das Plantas

flores

 

A Biblioteca é um espaço para livros e afins, mas como não pode esquecer dias importantes para todos nós, ela não esqueceu o Dia da Mãe, proporcionando uma pequena feira de plantas, onde todos puderam adquirir um lindo e perfumado presente, florido ou não, para aquela que desempenha um dos papéis mais importantes na vida de cada um de nós.

Homenageio, aqui, todas as Mães com alguns poemas a elas dedicados.

 

No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.

Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha - queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
        Era uma vez uma princesa
        no meio de um laranjal...

Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

                                  Eugénio de Andrade, Os amantes sem dinheiro

 

 

Mãe! Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei!
Traz tinta encarnada para escrever estas coisas!
Tinta cor de sangue verdadeiro, encarnado!
Eu ainda não fiz viagens
E a minha cabeça não se lembra senão de viagens!
Eu vou viajar.
Tenho sede! Eu prometo saber viajar.
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um.
Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa.
Depois venho sentar-me a teu lado.
Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! Ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado!
Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa.
Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa. Como a mesa.
Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade! 
                                                                                        Almada Negreiros

 

Mãe,
És bela.
És a estrela que me ilumina.
És carinhosa.
Dás-me muito amor.
És muito brincalhona
E muito minha amiga...

Aturaste as minhas birrinhas de bebé.
Os teus olhos parecem estrelas a brilhar.
És querida.
Eu sei,
que, às vezes, faço muitos disparates...
Gostava que me desculpasses.
Obrigado por tudo,
Mãe

          Liliana Sofia Trindade - 3º A

 

 

Obrigado a todos aqueles que contribuiram para o sucesso desta actividade e feliz Dia da MÃE.

 

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Quarta-feira, 26 de Março de 2008
Semana da Leitura na BE/CRE da Escola Secundária de Seia

A Escola Secundária de Seia, através da sua Biblioteca, não deixou passar em branco a "Semana da Leitura" que decorreu de 3 a 7 de Março.

Nesta semana realizaram-se várias actividades relativas à promoção da leitura/escrita, nomeadamente a Pirâmide da Leitura, o Rio das Palavras, a Sessãode Conto e Poesia, a Feira do Livro, a Exposição A Mulher Nobel e a presença do escritor/jornalista Tiago Rebelo.

 

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A Pirâmide da Leitura era constituída por caixas embrulhadas em papel colorido, encasteladas umas nas outras, para transmitirem a ideia de pirâmide em construção, com frases relacionadas com o livro, a leitura e excertos de poemas ou romances de autores portugueses e estrangeiros.

 

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A actividade lúdica "Rio das Palavras" consistia num conjunto de palavras que se encontravam em envelopes, lacrados, que serviam para construirmos frases. Foi uma actividade com bastante adesão e da qual resultaram frases muito interessantes.

 

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A Sessão de Conto e Poesia foi uma actividade muito animada, original e criativa, dinamizada pelos alunos do 10º J do Curso Profissional de Técnico de Apoio Psicossocial, orientados pela Dr.ª Isabel Fonseca.

Estes alunos apresentaram alguns poemas de poetas portugueses dramatizados, o que proporcionou momentos emocionantes e inesquecíveis.

A sessão contou, ainda, com a participação do Dr. Carlos Teófilo e da Dr.ª Orlanda Moreira que também nos presentearam com alguns poemas de grandes poetas portugueses.

 

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A conversa com o escritor/jornalista Tiago Rebelo foi também muito animada, esclarecedora e instrutiva.

Os alunos estiveram muito activos e participativos nesta conversa com o ilustre escritor que nos falou acerca da sua experiência como escritor e leitor e acerca da sua obra.

No final, decorreu, ainda, uma agradável sessão de autógrafos e uma visita à Biblioteca Escolar.

 

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2008
"Gritos contra a Indiferença" de Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre
livrosNa obra “Gritos contra a indiferença”, o autor Fernando Nobre reúne todas as conferências realizadas por ele em vários locais, para diferentes públicos.
O autor mostra a sua visão do mundo, a sua revolta e a sua luta por um novo paradigma humano e societário, fala em paz e em bioética. 
Nos vários capítulos, refere-se à debilidade das democracias, à degradação contínua do planeta, às tragédias em curso na Palestina, no Afeganistão e no Iraque, ao aniquilamento do Direito Internacional, à possibilidade do confronto atómico, ao esmagamento dos Direitos humanos, à globalização, às doenças (como a sida e tantas outras) e ao voluntariado.
No fundo, o autor mostra o caos que permanece no mundo e faz um apelo à cidadania global solidária.
 
Opinião acerca da obra:
Este livro leva-nos ao conhecimento de todos os problemas que afectam o nosso mundo, a ter noção de como eles são graves. Mostra-nos o número de pessoas que todos os dias morrem ou adoecem devido à fome, malária e tantas outras doenças, sensibiliza-nos para a importância do voluntariado, com a ajuda de todos poderíamos tornar o mundo melhor. Dá-nos também conhecimentos acerca dos países que hoje em dia se encontram em guerra por questões políticas e económicas, guerras estas que fazem sofrer e espezinhar milhões de pessoas inocentes.

Sara Garcia



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“O Sonho mais Doce” de Doris Lessing
livrosNeste livro, somos conduzidos por uma saga familiar que atravessa três gerações, com todos os seus problemas e conflitos de uma vida em família, centrando-se o enredo, sobretudo, na década de 60. Recuando até 1914, é nos apresentado Philip Lennox e a sua noiva Júlia, tendo como pano de fundo a I Guerra Mundial. Do casamento entre ambos nasce um filho, Johnny, que se tornará um comunista muito activo que se irá casar com Frances. Na década de 60 a casa é habitada por Julia, a austera dona da casa, e a sua ex-nora Frances, que tem de cuidar sozinha dos seus dois filhos adolescentes outrora abandonados pelo pai, Johnny, e de uma horda de amigos e conhecidos que eles trazem consigo, personificando o espírito de liberdade prevalecente na Inglaterra de então. Ocasionalmente, também, aparece Johnny, filho de Julia e ex-marido de Frances, que um dia lhe deixa a cargo Sylvia, a filha problemática da sua nova mulher que sofre de problemas de anorexia, mas que acaba por vingar na vida. À mesa onde estas personagens se sentam, também há lugar para o sonho. Mas, por detrás desse sonho, há um preço a pagar pelas ilusões. Esta obra é um retrato de três mulheres coragem – Júlia, Frances e Sylvia – que aborda temas característicos de várias épocas como a guerra fria, a guerra do Vietname, as drogas, o surgimento da Sida em África, a anorexia e a depressão.
Opinião acerca da obra:
 
O Sonho mais Doce é um romance notável, talvez dos meus preferidos até hoje. Retrata pormenorizadamente as relações entre as pessoas, a beleza, o interesse e o vigor pela justiça e pelo bem, e complementado com as virtudes, defeitos, brilhantismo, paixão, ideais e a visão das personagens que confere à obra um cariz filosófico, perspicaz, divertido, enérgico, que aborda uma verdade universal, a capacidade de dar e receber rematado com o ideal de uma sociedade perfeita. Um romance marcado pelo sonho e pelo preço que há a pagar pelas ilusões, pelas relações e pela ajuda. Um livro emocionante que todos deveriam ler, pois apura a nossa capacidade de percepção em relação aos outros.
Bárbara Patrão
 


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"Recados da Mãe" de Maria Teresa Maia Gonzalez
Esta obra fala-nos de duas irmãs, Clara e Leonor, filhas de pais separados, com apenas dez e seis anos de idade, que perderam a mãe, ficando assim órfãs.
Certo dia, acabadas de sair da escola, esperavam pela mãe, como era habitual, mas a mãe não apareceu. Tinha morrido.
livrosPosto isto, a vida delas mudou completamente, primeiro foram viver com o pai, durante pouco tempo, com quem não viviam desde a separação, mas as condições da casa não permitiam a entrada de mais duas pessoas. Foi então, nas férias do Verão, que se mudaram para Coimbra para viverem com a avó materna, na Quinta do Chorão, com quem nunca tinham tido qualquer tipo de contacto.
Os dias eram passados a brincar nos jardins, a aproveitar o espaço de que ambas dispunham, as noites sim, essas eram difíceis, aí as saudades pareciam aumentar, e numa tentativa de diminuir a falta que Leonor sentia da mãe, Clara, todos os dias de manhã, dizia ter sonhado e falado com a mãe.
A relação entre Clara e a avó Matilde não era a mais desejada, entrando muitas vezes em conflito, levando a que tentassem fugir de casa para irem ter com o pai a Lisboa.
Na quinta, tinham lições de catequese, iam à igreja… A avó tentava assim transmitir-lhes os seus conhecimentos religiosos, despertando nelas algum interesse, que mais tarde foi bem visível em Clara.
Aproximava-se o início do novo ano lectivo. A avó levou as duas netas a Coimbra para comprarem todas as coisas necessárias para que pudessem dar entrada no colégio de Santa Isabel daquela cidade, como alunas internas.
Esse dia chegou, acompanhadas pela avó e por Plácido, as meninas foram deixadas a cargo de uma freira, que lhes ia mostrar o quarto, assim como todos os locais que compunham aquele colégio.
Naquele lugar reinava o silêncio, que perturbava Leonor. O mesmo não acontecia com Clara que, para quem, desde os primeiros momentos, a capela passou a ser o centro das suas atenções e o seu refúgio. De aluna excelente, passou a ser apenas razoável, estudando pouco mais do que o indispensável para obter notas positivas. Deixou de ser uma rapariga comunicativa e passou a comportar-se de forma muito discreta. Mas continuava sempre atenta e preocupada com o bem-estar da irmã.
Todas as noites, pois era nessa altura final do dia que elas mais falavam por estarem juntas, a mãe era sempre relembrada, assim como o sonho de terem uma casa igual à da avó, mas esta com paredes cor-de-rosa.
No primeiro mês, os fins de semanas não podiam ser passados em casa, como faziam os restantes alunos do colégio, com o objectivo da adaptação ser mais fácil. A situação inverteu-se e, com o passar dos meses, lá estavam elas a contar histórias e a brincarem.
Os anos foram passando. Com catorze anos, Leonor não fazia a menor ideia do que queria ser um dia mais tarde, mas Clara tinha já feito a sua escolha, embora a avó planeasse para ela um curso de professora, para exercer num liceu ou colégio de Coimbra.
Aos vinte e um anos, depois de completar os estudos, Clara comunicou à avó e à irmã que queria ser missionária e que brevemente viajaria para África onde aplicaria os conhecimentos que tinha adquirido, junto de crianças órfãs, em Moçambique ou noutro país qualquer onde a sua presença pudesse ser útil.
A avó ficou estupefacta com tal escolha e Leonor saiu da sala onde se encontravam, revoltada com a notícia da irmã, pensando que o facto de terem frequentado um colégio de freiras tivesse tido influência para aquela decisão, mas depressa concluiu que era a vocação da irmã.
Leonor continuou a viver em casa da avó e, após a sua morte, a casa foi remodelada e as paredes foram pintadas da cor que ambas sonhavam aquando da estadia no colégio.
Clara, após a ida para Moçambique, veio a Portugal apenas uma vez, para ser madrinha da primeira filha adoptiva da sua irmã. Regressou novamente passados vinte anos, para o casamento da afilhada.
Opinião acerca da obra:
 
Esta história remete-nos para a situação de milhares de crianças, que ficam órfãs.
Estas personagens tiveram a sorte de ter alguém com possibilidades que pudesse acolhe-las e proporcionar-lhes uma boa vida, porque todos nós sabemos que existem crianças sem pais e que são postas ao abandono, ingressando assim para instituições de acolhimento.
Estas casas, por melhores instalações e pessoal que tenham, nunca vão substituir o amor de mãe e pai, porque apesar do bem-estar que elas oferecem, há uma coisa que estas crianças não conhecem… a felicidade de ter uma família!
Vanessa Jerónimo


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Sábado, 22 de Dezembro de 2007
Feira do Artesanato

Este ano, a feira de artesanato correu muito bem, especialmente para o espaço da Biblioteca Escolar. Os produtos elaborados por alguns elementos da Equipa da BE/CRE tiveram uma grande saída, apesar de ainda ter ficado muita coisa por vender. Contudo, sei que já dá para adquirir uns prémios aliciantes para os concursos organizados pela Biblioteca.

 

A Equipa agradece a toda a Comunidade Escolar que proporcionou uma semana tão activa na Escola e a todos os artesãos que estiveram presentes, dando cor e dinamismo a esta Escola tão aberta à Comunidade envolvente.

 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  



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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2007
Feliz Natal!

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Poema de Natal

 

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

                   Vinicius de Moraes

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Chove. É dia de Natal
 
Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal,
E o frio que ainda é pior.
 
E toda a gente é contente
Porque é dia de o ficar.
Chove no Natal presente.
Antes isso que nevar.
 
Pois apesar de ser esse
O Natal da convenção,
Quando o corpo me arrefece
Tenho o frio e Natal não.
 
Deixo sentir a quem quadra
E o Natal a quem o fez,
Pois se escrevo ainda outra quadra
Fico gelado dos pés.
 
           Fernando Pessoa

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Natal
 
Velho Menino-Deus que me vens ver
Quando o ano passou e as dores passaram:
Sim, pedi-te o brinquedo, e queria-o ter,
Mas quando as minhas dores o desejaram…
 
Agora, outras quimeras me tentaram
Em reinos onde tu não tens poder…
Outras mãos mentirosas me acenaram
A chamar, a mostrar e a prometer….
 
Vem, apesar de tudo, se queres vir.
Vem com neve nos ombros, a sorrir
A quem nunca doiraste a solidão…
 
Mas o brinquedo… quebra-o no caminho,
O que eu chorei por ele! Era de arminho
E batia-lhe dentro do coração…
 
                                Miguel Torga

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Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007
"O Mundo de Sofia" de Jostein Gaarder
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O Mundo de Sofia é um romance filosófico que nos conta a história da Filosofia ao longo dos tempos.
A personagem principal desta história é Sofia Amundsen, uma estudante, prestes a fazer quinze anos. Certo dia, Sofia começa a receber cartas anónimas e inicia, assim, um curso de Filosofia por correspondência. O seu professor, Alberto Knox, é um homem de meia-idade que, no desenrolar da diegese, se torna o seu melhor amigo.
Através deste curso de Filosofia, Sofia viaja até seiscentos anos antes de Cristo, onde encontra os primeiros filósofos e, a partir daí, segue o rumo da história dos Homens e o evoluir da mentalidade e do pensar filosófico. Ao mesmo tempo que o curso de Filosofia se vai desenvolvendo, Alberto e Sofia vão-se apercebendo da existência de outra realidade para além daquela em que vivem, pois Sofia recebe, desde o início das suas lições, postais vindos do Líbano, enviados por um contingente da ONU, Albert Knag, à sua filha, Hilde, e que este sabe de tudo o que se passa nas suas vidas.
O professor de Filosofia e a sua aluna apercebem-se, então, que fazem parte do imaginário de Albert Kang e que a sua realidade não passa de uma história escrita pelo major para a sua filha Hilde como presente de aniversário, pelos seus quinze anos, feitos no mesmo dia que Sofia.
Hilde recebe, então, no seu dia de anos, o grande dossier com a história de Sofia e Alberto e da sua grande aventura pela Filosofia.
Aparecem, entretanto, na mesma realidade de Sofia Amundsen e Alberto Knox, personagens como Adão e Eva, Noé, Capuchinho Vermelho e Winnie The Pooh, todas elas criadas um dia por alguém que lhes era superior e lhes restringia a existência a uma simples história, dando, ao mesmo tempo, lições de moral a Sofia e, portanto, a Hilde.
No final, Sofia e Alberto “libertam-se” da história escrita pelo major, e continuam a viver numa realidade paralela à da existência de Hilde e Albert Knag, observando-os, quando Albert chega do Líbano. Hilde sente que Sofia está ali, com ela e com o pai, enquanto este lhe conta a história do Universo.
 
Opinião acerca da obra
 
Valeu a pena ler esta obra porque nos faz reflectir sobre os mistérios da existência e faz com que, a partir do momento em que a lemos, não sejamos indiferentes àquilo que nos rodeia. Para além de nos ajudar a compreender algumas das questões que sempre afligiram o mundo, através das respostas a elas dadas pelos filósofos ao longo da história da Filosofia, esta história faz-nos desligar da vida quotidiana e da categoria dos apáticos face aos enigmas da experiência.
 
Bárbara Patrão, 10º F


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"O Guarda da Praia" de Maria Teresa Maia Gonzalez
Toda a história se centra em duas pessoas, Luís, o guarda da praia, mais conhecido por Dunas, e a rapariga que deixa a sua cidade por uns tempos, com a finalidade de, naquela aldeia, encontrar a paz e o sossego possíveis para a escrita do seu livro.
Pouco tempo após a sua chegada, ela é surpreendida pela visita sistemática de Dunas.
Sem muita confiança, tenta convencê-la a deixar de escrever o seu romance, para optar por um texto que fale do mar. Com o passar dos dias tornaram-se grandes amigos e confidentes.
Aparecia e desaparecia quando queria, de um momento para o outro, da forma mais instantânea possível.
Apesar da cumplicidade entre os dois, ela não sabia nada sobre ele, curiosidade não lhe faltava, tinha era medo de tocar em assuntos ditos como “proibidos”, mas há medida que o tempo foi passando a escritora conseguiu as respostas que procurava.
Conseguiu respostas e muito mais, e quando acabou o livro, doeu saber que tinha que regressar à cidade, onde não havia um Dunas a invadir a casa quando menos esperava e  a dizer tudo o que tinha a dizer.
Dunas disse-lhe que a morte doía, que quando as pessoas de quem gostamos nos deixavam é que damos pela sua falta e percebemos o verdadeiro significado que elas têm para nós.
Concordando com tudo isto, a escritora decidiu voltar, no Verão seguinte, para poder mergulhar sem medo, no imenso mar que com ele conhecera e juntos contarem tudo o que havia de novo e reviverem bons tempos.
Chegada essa altura, Dunas já não estava, tinha ido embora, para bem longe, mas prometera voltar para lhe contar tudo e ler o seu livro. No entanto, nunca era certo se ele iria mesmo voltar...
 
Opinião acerca da obra
 
É sem dúvida um livro que nos parece familiar, talvez muitas das nossas histórias, boas ou más experiências estão aqui retratadas.
Mostra-nos que nem tudo na vida é perfeito, os bons momentos são passagens, são curtos e que, como tudo na vida, têm um fim.
Nada nem ninguém surge por acaso, por uma simples coincidência. 
 
Vanessa Jerónimo, 10º F


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Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007
"O Fio de Missangas" de Mia Couto

É uma obra inserida num género literário que parece ser o da preferência do autor: o conto.
Estórias de desamor, de desencontros, de incompreensões, de vidas incompletas, de sonhos não realizados, são afinal histórias breves da humanidade, que se condensam em cada ser humano.
Com uma linguagem trabalhada, confirmando o que o autor disse de si mesmo: “conto estórias por via da poesia”, é também um livro onde o autor emprega, mais uma vez, os seus neologismos, que são agora chaves de interpretação, obrigando o leitor a repetir a sua leitura e a formular hipóteses de sentido. São palavras recém-criadas que suportam uma quantidade ínfima de significados.
Um bom exemplo de neologismos é a história Saia Almarrotada, querendo o adjectivo do título dizer ‘amarrotada’.
Observamos uma realidade muito mais aprofundada, ou seja, é uma personagem que tem a alma como a saia, além de rota, amarrotada, esquecida e condenada à não existência, sem valor.
Terminada a leitura, fazemos uma apreciação completamente diferente, podendo concluir que a referência à saia não é mais do que uma alusão à vida da mulher (“agora, estou sentada olhando a saia rodada, a saia amarfanhosa, almarrotada. E parece que me sento sobre a minha própria vida”).
São vinte e nove contos unidos como missangas em redor de um fio, que é a escrita encantada de um consagrado fabricador de ilusões.
 
Opinião acerca da obra
 
Gostei imenso de ler este livro!
 Ao início não me despertou grande interesse, talvez pelo facto de se inserir num género literário que não seja frequente eu ler. Apesar disso, cativou muito a minha atenção.
Penso que não é um livro para ler durante uma semana, pois como é um conjunto de “estórias” devem ser lidas cada uma em dias diferentes.
Ao fim de as lermos, pensamos e reflectimos sobre elas… E não são as mais felizes, mas na vida nem tudo é perfeito! Faz-nos ver e compreender como é o continente africano, uma viagem que faço nos livros, já que ainda não tive oportunidade de a fazer na “vida real”.
 
Vanessa Jerónimo, 10º F


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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
"A Liberdade" por Bárbara Patrão
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Não existe uma linha mestra para caracterizar a palavra liberdade. Apercebemo-nos, sim, que é algo incapaz de se definir, pois cada um é como cada qual e as opiniões divergem. Mas, contextualizando no Mundo em que vivemos, liberdade será, de uma forma geral, a condição de um indivíduo não ser submetido ao domínio de outro e, por isso, ter pleno poder sobre si mesmo.
Liberdade para escolhermos e para decidirmos o nosso futuro, as nossas escolhas, para podermos expressar a nossa opinião acerca de um qualquer assunto que esteja a ser exposto na praça pública ou até mesmo no interior das nossas casas. Mas o que fazemos nós com a liberdade que nos é concedida? Pensamos que onde há escolha há liberdade. Mas a escolha dá liberdade? Na sociedade actual vemos constantemente vidas destruídas, crianças abusadas, guerra, escravidão... Será que essas pessoas escolheram viver assim? Será que apenas não são livres porque não podem, ou porque se restringiram à liberdade que lhes foi concedida? Claro que uma criança, que é vítima de maus-tratos e abusos, nunca terá a capacidade de expandir a sua liberdade, pois desde cedo foi forçada a abdicar do direito de querer ou não ser livre. Nessas sociedades as pessoas são reprimidas e controladas, devido às escolhas de terceiros. Então são colocadas por todo mundo as seguintes questões: “Por que temos que escolher? Então, o que é liberdade? É algo que se baseia na opção?” Se for assim, a liberdade não existe, pois ao expandirmos a nossa liberdade estaremos a reprimir a liberdade dos outros. Mas onde está a liberdade? Se não está no que escolhemos, também não está no que fazemos, porque para fazermos temos de escolher. 
Na minha opinião, a liberdade começa dentro de nós, não tem nada a ver com a liberdade individual, ou seja, aquela onde queremos mostrar ao mundo a nossa opinião, nem a liberdade exterior, onde o mundo nos impõe uma independência com limites. Não. No interior de cada um de nós tem de ocorrer a vontade de sermos totalmente livres, de não termos receio das provações futuras e das consequências do passado. Desobstruir a nossa mente de medos, ansiedades, desesperos e das mágoas e feridas que sofremos.
Se a nossa mente estiver poluída com tais pensamentos, não seremos livres, pois o nosso espírito estará ligado a imagens e essas irão obrigar-nos a estabelecer escolhas. Então, o que é liberdade? É fazer exactamente o que queremos?
Temos de começar a compreender a grandeza da liberdade; precisamos começar com aquilo que está mais perto: nós mesmos. A liberdade não é algo que se adquire, é algo que nasce connosco e que a nós e só a nós cabe compreender. A grandeza da liberdade, a verdadeira liberdade, está em nós mesmos quando a ordem é completa. E essa ordem só vem quando somos uma luz para nós mesmos. A capacidade de expressarmos as nossas ideias pode-nos ser negada, mas, enquanto lutarmos para sermos livres, um dia ela acabará por nos ser concedida; cabe a cada um de nós expor a possibilidade e encararmos as dificuldades dessa mesma decisão.
 
“O mais livre de todos os homens é aquele que consegue ser livre na própria escravidão.” (François Fénelon)
 
“Só é digno da liberdade, como da vida, aquele que se empenha em conquistá-la.” (Johann Goethe)
 


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Crónicas da minha vida
Todos os dias, penso: O que irei fazer hoje que não fiz ontem? - O que farei de extraordinário que me fará lembrar este dia?
         Perguntas às quais quase nunca encontro resposta. Perguntas que ficam para o dia seguinte e assim sucessivamente.
Terei oportunidade de aproveitar todos os momentos que me serão proporcionados: Um abraço, um toque, um olhar, um carinho a uma pessoa? Fico a pensar neste assunto, chego à conclusão que nunca irei aproveitar todos estes momentos. Certamente, devido a vários factores: orgulho, teimosia, arrogância. Será que vou usufruir deles novamente? Será que terei outra conjuntura favorável? Talvez! Quem realmente sabe a resposta a este tipo de interrogações?
No final de cada dia penso: Podia ter feito aquilo de outra maneira, o que me deu na cabeça para o fazer daquela? - Não poderei a mudá-lo. As escolhas que fiz terão afectado o meu futuro? A minha (pouca?) experiência de vida faz-me pensar que sim.
Com o passar do tempo deixo de poder fazer determinadas coisas. Coisas que a sociedade não aceita com bons olhos a alguém com a minha idade. Vêm as responsabilidades, vão os divertimentos. Poderei eu fazer algo de extraordinário todos os dias? Algo que me faça pensar não estou arrependido de ter feito isto. Penso que nunca haverá um dia assim.
Arrependo-me do que faço, porque não penso no acto antes de agir, isto é, vou agindo em conformidade com a intuição e só depois penso nas consequências das acções proferidas pelo meu eu, este sujeito Franciscano que me impele, que me conduz por este mundo que nada merece! O mais interessante é o não arrependimento que intimamente sinto. Algo não me deixa pensar nas possíveis consequências de tudo o que as minhas acções podem originar. Por vezes, mas só por vezes, a satisfação pessoal é mais importante – Eu sou mais importante!
"Embora seja curta a vida que nos é dada pela natureza, é eterna a memória de uma vida bem empregada." (Cícero)
 
 
Francisco Cruz, 10º F
 


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Crónica: "Agora não. Não tenho tempo"
Será que o tempo, o “nosso tempo”, é o mesmo que o de qualquer outro ser? Viveremos nós na era da escassez do tempo?
Tornamo-nos mais velhos à medida que os anos passam, e de braço dado com o avanço da idade surge a tendência para o isolamento. Enquanto crianças temos todo o tempo do mundo, porque não pensamos nele, não pensamos em nada, simplesmente.
A inocência com que se encara a vida faz de nós os melhores e mais bonitos seres à face da Terra.
Crescendo, começamos a ter consciência do real (ou a idealização do real, porque nada nem ninguém nos afirma o que é a realidade), a ter noção que o tempo nos foge entre os dedos como a areia daquela praia deserta passa pelo crivo das nossas memórias. E aí “o outro” deixa de ser “o” definido para nós, e passa a ser o indefinido e o dispensável. E porquê? Porque é que a cada momento de crescimento sentimos, cada vez mais, a necessidade de independência e de desprendimento dos humanos?
Senão vejamos e reparemos na nossa sociedade. Quantas vezes acontece que jornalistas ou anónimos, param na rua, fazem uma pergunta e a resposta é sempre a mesma: “Agora não. Não tenho tempo.” Ou, então, se fizermos uma visita aos lares da terceira idade reparamos que os visitantes são cada vez mais escassos. E porquê? “ Porque não tenho tempo”. Pergunto-me com alguma relutância (e esforço-me por não tentar acreditar) que estará o Homem a atribuir ao tempo a responsabilidade de se estar a tornar um ser anti-social e egoísta?
É triste caminharmos neste sentido. Estamos a tornar-nos numa sociedade materialista e desprezando o contacto humano, as relações e as sensações.
Há pressa para abraçar alguém, não há momento para se olhar e ver a beleza interior do Homem. É uma autêntica perda de tempo. Mas o tempo perde-se? E se se perde é porque alguém o detém? E quem o detém? Não será mais fácil pararmos, pensarmos e pensarmos para pararmos?
A vida é melhor, vivida com alguém ao nosso lado e para esses, para os “importantes”, há sempre tempo, porque o tempo cronológico passa igual para todos, mas o psicológico somos nós que o fazemos passar!
Vanessa Jerónimo, 10º F
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Sábado, 17 de Novembro de 2007
VII Feira de Artesanato

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A equipa da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos organiza, mais uma vez, a Feira de Artesanato na Escola Secundária de Seia. Como habitualmente, a VII Feira de Artesanato decorre na última semana de Novembro, de 26 a 30, no Polivalente da Escola Secundária de Seia. Esta feira tem tido uma grande adesão por parte dos Artesãos e por parte da Comunidade.

A Feira de este ano conta com onze espaços, animados por diferentes artesãos, incluindo a equipa da BE/CRE, com a venda de materiais artesanais com a aplicação da técnica do guardanapo em madeira, vidro, tecido e tela, e bijuteria, revertendo o resultado para a aquisição de prémios para os concursos e outras necessidades.

O maior êxito para este evento e para todos os que nele se encontram implicados.

 



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Dia Internacional da Biblioteca Escolar

A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos da Escola Secundária de Seia comemorou o Dia Internacional da Biblioteca Escolar com a realização de um Bibliopaper. A adesão a este evento foi bastante significativa, tendo participado dezasseis equipas. As horas em que decorreu esta actividade trouxeram muita animação e entusiasmo à Biblioteca, com os alunos atarefados à procura das respostas correctas.

 

Foi uma actividade interessante que esperamos que seja um prenúncio das várias que a Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos vai desenvolver ao longo do ano. 

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Sábado, 6 de Outubro de 2007
Trabalhos relacionados com "o livro"

Hoje vou apresentar alguns trabalhos produzidos pelos meus alunos do 10º ano acerca da importância do livro na sociedade actual e texto narrativo cuja personagem fosse um livro.

Surgiram trabalhos interessantes e engraçados que não poderia guardar somente para mim, achei que os devia partilhar e, por isso, aqui ficam alguns:

 

"Na sociedade actual os livros têm um papel muito importante, pois enriquecem o nosso conhecimento e ajudam-nos na resolução de problemas.
Muitas vezes, a leitura de um bom livro faz-nos abstrair de tudo aquilo que nos rodeia, daí muitas pessoas considerarem o livro uma boa companhia.
É pena que, nos dias de hoje, o livro tenha perdido importância devido às novas tecnologias."
Ricardo
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"Na minha opinião, os livros na sociedade portuguesa são muito importantes no dia-a-dia de todos, mas as pessoas não lhes dão o devido valor e tratam-nos como se fossem, talvez, uns monstros ou coisa pior.
Para os portugueses, ler é uma perda de tempo, mas a verdade é que perdem o seu tempo com coisas insignificantes, como é o caso de revistas, jornais, livros que não têm interesse, como, por exemplo, os de banda desenhada, etc.
Os portugueses não têm noção da importância que os livros têm na sua vida, eles exercitam o cérebro e fazem-nos olhar para a vida com outros olhos e dão-nos a capacidade de pensar duma maneira mais eficiente."
Bárbara Ferreira
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"Vivemos num mundo apressado e competitivo, onde é raro ler. Talvez porque a sociedade se preocupa mais em mostrar produtividade do que em baixar os números de iliteracia. Algo incoerente, pois como pode alguém ser um melhor trabalhador sem cultura? E para isso é preciso ler. Exactamente, por só os melhores conseguirem ser bem sucedidos, devemos tentar ser instruídos nesse sentido. E o principal passo é a leitura."
 
Cátia Soares
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"Era Dezembro, uma daquelas tardes chuvosas em que nada apetece fazer. Eu ainda a vi a aproximar-se, mas ela não me pegou. Nunca pegam. O seu olhar passa por mim como se eu fosse da cor da madeira da estante e invisível para os olhos humanos. As suas mãos, numa pressa inexplicável, deslocam-se para a prateleira de cima, onde estão os DVD’s, e retira um. “Quantas vezes já os terá visto?”, pergunto-me. É que já estou aqui há muito tempo, em busca dos dedos salvadores que me livrarão desta onda de pó e teias de aranha, mas eles vão sempre para cima, numa busca desenfreada pela diversão instantânea. E eu continuo, sem me mexer, relembrando o aniversário em que fui oferecido, e todos os sonhos que se adivinhavam. Mas eles desapareceram, levados pela poeira do tempo e pela esperança breve de que alguém me salve. Talvez um dia…"
Cátia Soares
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O livro do Pedro
 
Pedro, um jovem simpático, divertido e inteligente, acabara de chegar a casa, depois de uma longa “futebolada” com uns amigos.
Revelando algum cansaço, dirigiu-se até ao seu quarto. Sentou-se para retomar o fôlego…Mas deixou-se cair sobre o sofá e acabou por adormecer.
            Até que ouviu:
- “Pssst! Pssst! Pedro?!” – Pedro acordou um pouco sobressaltado e para seu espanto não estava ninguém no quarto.
 Mas, então, quem o teria chamado? Até que reparou que um livro da sua estante estava fora do lugar. E o mais incrível era que se estava a mexer!
Porém, Pedro não podia acreditar que o livro estava a falar! Como poderia isso acontecer, pensava ele…
Deixou-se cair outra vez sobre os seus pensamentos e voltou a adormecer. Tornou a ouvir:
- “ Pedro! Sou eu…Eu! Estou aqui!” – Pedro viu que, de facto, era o livro que estava a falar. Por mais absurdo que lhe parecesse, respondeu:
- “Tu! Como pode um livro falar?! Um monte de páginas com letrinhas desenhadas?! Não é possível!”
Ao que o livro respondeu: - “Acredita que é! Um livro é muito mais do que isso! Um livro é algo profundo… Que te pode fazer reflectir, sonhar, viajar…Um bom livro é um bom amigo!”
Pedro, admiradíssimo, começava a reflectir sobre esta questão que nunca lhe tinha feito soltar as sinapses e, com alguma indignação, respondeu: -“ Mas…Eu não costumo ler! Não tenho esse hábito! Prefiro estar com os meus amigos verdadeiros!” – o livro sem o deixar prosseguir, interrompeu:
- “Não acredito que pensas assim…Um amigo, mais cedo ou mais tarde irá desprezar-te. Um livro, não! Estará sempre à tua espera com uma emocionante viagem pelo mundo dos sonhos! Pensa bem…”
- Pedro, jantar! – Ouviu-se a mãe da cozinha.
Pedro, um pouco atrapalhado e já mergulhado nos seus pensamentos, arrumou o livro cuidadosamente e foi jantar.
Ana Morais
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Há muito, muito tempo havia um rapaz chamado António, que vivia com seus avós numa pequena quinta, perto da aldeia.
O rapaz sentia-se sozinho, pois por ali perto não havia jovens para ele conviver.
Um dia, os tios vieram visitá-lo e como presente trouxeram-lhe um livro tão pequenino que lhe cabia no bolso das calças.
Era um livro de histórias e pequenas aventuras.
O António ficou fascinado com este livro, e nunca mais o largou, pois desde que o começou a ler nunca mais se sentiu sozinho.
Trazia-o sempre consigo, era o seu companheiro.
Um dia, já cansado de andar no bolso das calças, o livro perguntou:
-António, porque me trazes sempre contigo?
António respondeu: -Eu trago-te sempre comigo porque tu és o meu melhor amigo, e com as tuas histórias e aventuras eu já não me sinto só.
Desde esse dia António decidiu que no futuro seria escritor para que os seus livros pudessem servir de companhia a pessoas que se sentiam sós como ele.
O título do seu primeiro livro seria:”Um livro, Um amigo”.
Ricardo


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Os meus alunos do 10º ano

Como já tinha informado, este ano estou a dar aulas ao 10º ano, duas turmas.

Os alunos destas turmas são muito diferentes entre si e também muito diferentes dos alunos a quem dei aulas nos últimos anos, 12º ano.

São crianças muito simpáticas, espertas, inteligentes, mas alguns são muito infantis. Sei que vai ser um ano muito trabalhoso e complicado para mim, mas também sei que, para eles, este é um ano difícil, é um ano de crescimento e de amadurecimento, é um ano de preparação para a sua vida futura e de formação como adultos activos.

Apesar de todo o trabalho, estou a gostar de trabalhar com eles, ajudando-os a crescer e a enfrentarem os reveses da vida. 



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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007
Férias no Brasil

As minhas férias foram passadas no Brasil, mais precisamente no Rio de Janeiro. Foi a segunda vez que estive de visita a esta terra maravilhosa.

Durante as férias, visitei vários lugares que da primeira vez não tive oportunidade de visitar.

 

Fui à Biblioteca Nacional, maior biblioteca da América Latina. O edifício que alberga esta biblioteca é maravilhoso e o seu acervo é extraordinário (http://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca_Nacional_do_Brasil). É um espaço que vale a pena visitar.

 

Visitei o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro (http://www.realgabinete.com.br/), que possui a mais valiosa biblioteca de obras portuguesas fora de Portugal, com cerca de 350.000 volumes.  Este Gabinete foi criado por iniciativa de refugiados políticos, reunidos como sócios instituidores.

Entre as obras mais raras da biblioteca encontra-se a edição princeps de "Os Lusíadas", de 1572, que pertenceu à Companhia de Jesus, e os manuscritos autografados do "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco.

Além do acervo bibliográfico, o Real Gabinete Português de Leitura possui uma importante colecção de numismática e pinturas de Malhoa, Oswaldo Teixeira, Eduardo Malta e Henrique Medina.

Este é um espaço que vale a pena visitar.

 

Num dos dias das minhas férias, fiz uma viagem para visitar Arraial do Cabo, local paradisíaco, com praias maravilhosas de águas cristalinas (http://www.almacarioca.com.br/arraial.htm) . Arraial do Cabo reúne algumas das mais belas paisagens do litoral brasileiro: dunas, restingas, lagoas , praias e costões paradisíacos. Para os amantes do mergulho, Arraial revela um tesouro: o fundo do mar. As praias de Arraial do Cabo são propícias ao banho, à pesca e à prática de desportos náuticos. 

No percurso para este fabuloso lugar, passei na Ponte Presidente Costa e Silva, popularmente conhecida como Ponte Rio-Niterói (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponte_Rio-Niter%C3%B3i). A visão nocturna desta ponte é algo de extraordinário na paisagem envolvente.

 

Visitei, também, a Quinta da Boa Vista, no Bairro de São Cristovão. No espaço da Quinta podemos visitar o Jardim Zoológico e o Museu Nacional de Brasil, instalado nas dependências do antigo Paço de São Cristovão, um magnífico palácio em estilo neoclássico, que foi usado, no século XIX, como residência pela Família Imperial Brasileira ( http://www.marcillio.com/rio/enscrist.html).

Neste mesmo Bairro, fica o Centro de Tradições Nordestinas, local onde se pode apreciar a comida e as bebidas típicas do Nordeste, bem como a sua música, os seus produtos artesanais, os seus costumes e assistir a toda a espécie de shows regionais. Também visitei este espaço, que me deixou extasionada por toda a variedade de artigos regionais, roupas regionaos e músicas regionais. É um local fabuloso para passar uma noite de fim-de-semana.

 

Visitei, ainda, o Museu Militar Conde de Linhares, localizado, também, no Bairro de São Cristovão. A visita a este Museu não foi programada, uma vez que eu ia ver uma Exposição de Automóveis Antigos, que decorria no espaço exterior do mesmo. Após a visita à exposição não perdi a oportunidade de visitar as diversas salas do Museu, cujas exposições abordam a história do Exército Brasileiro, desde a sua formação, até ao momento actual, inclusive com peças usadas pelas Forças de Paz da ONU enviadas pelo Brasil a várias partes do mundo (http://www.somnium.eti.br/arquivos/eventos/Conde2001/index.html).

 

Houve, ainda, dois lugares que eu visitei, dos quais gostei muitíssimo: o Parque Lage e o Jardim Botânico.

No Parque Lage podemos visitar uma gruta, um aquário com peixes de água doce, chafarizes, trilhas ecológicas, parques infantis, lagos e a Escola de Artes Visuais que funciona na mansão do Parque, antiga residência de Henrique Lage. Deste parque podemos ver, levantando os olhos para o céu, o Cristo Redentor(http://www.rioon.com/bairroseatrativos/parquelage.htm).

O Jardim Botânico é um verdadeiro santuário ecológico. Este, para além de abrigar as mais raras espécies de plantas da flora brasileira e de outros países, é uma óptima opção de lazer para crianças e adultos e um deleite para aqueles que querem contemplar a natureza(http://www.jbrj.gov.br/).

 

Quase todos os fins-de-semana de férias foram passados no Sítio das Palmeiras, em Barão de Iriri, Surui. É um local que fica a cerca de cinquenta minutos do Rio de Janeiro, no meio do campo, rodeado da natureza. Um local calmo, agradável, sem o movimento do Rio e que nos permitia recuperar energias para a semana passada no bulício da cidade.

 

Não faltaram as idas às diversas Feiras de Artesanato que tinham lugar quer em Vila Isabel, quer na Praça Saens Peña. Os trabalhos que encontrei nesses lugares eram espectaculares, originais, com o aproveitamento dos mais diversos produtos. É claro, comprei e comprei e comprei....

 

Foram umas férias formidáveis que espero voltar a repetir nesta terra maravilhosa, onde sou recebida por amigos especiais, que me permitiram conhecer pesoas especiais. 

 

 

  

  

  

 

  

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publicado por novosnavegantes às 22:01
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Sexta-feira, 27 de Julho de 2007
Chegaram as férias

Olá amigos!

 

As férias estão a chegar, é verdade, chegou o meu momento de descanso. Vou de férias.

 

A todos que passarem por este sítio, desejo umas excelentes férias.

 

Prometo voltar ao batente no início do próximo ano lectivo, mas este vai ser dedicado ao 10º Ano de Escolaridade, pois é esse o nível que vou leccionar.

 

Quando regressar dou notícias, uns breves apontamentos das minhas férias que eu espero sejam inesquecíveis, num país maravilhoso e rodeada de uma galera maravilhosa.



publicado por novosnavegantes às 02:20
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Sexta-feira, 29 de Junho de 2007
Sarau de Encerramento das Actividades Lectivas

No dia 6 de Junho realizou-se, no Cine Teatro Jardim, o encerramento das actividades lectivas da Escola.

 

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 Foi um serão muito animado que contou com apresentações diversas que muito entusiasmaram e animaram a plateia de espectadores. Foi um momento alto da Escola que teve, assim, a oportunidade de trazer à Comunidade algumas das actividades que foi desenvolvendo ao longo do ano lectivo.

No final deste espectáculo, os alunos do 12º B surpreenderam a sua professora de Português com lindo texto e um ramo de flores.

Reproduzo aqui esse texto que dedico a todos os professores, profissionais que se dedicam de alma e coração a fazer aquilo que mais gostam: ensinar.

 

"Chegámos à sala de aula, em Setembro de 2006, e deparámo-nos com uma professora que não conhecíamos. Chamava-se ..... Iria ser a nossa professora de Português e Directora de Turma.

«- Será uma professora porreira? Ou será daquelas que nos vai passar o ano a chatear a cabeça?», pensávamos nós.

A sua personalidade foi-nos revelada ao longo do ano: uma pessoa exigente mas com grande carácter.

Quando ela nos mandava trabalhar, nós lá torcíamos o nariz... Mas o resultado está à vista de todos vocês: adolescentes que, em apenas um ano, cresceram e aprenderam muito, graças a ela.

Mais do que uma simples professora, uma grande amiga e companheira das horas boas e dos momentos mais difíceis. Esteve presente sempre que precisávamos.

Muitas asneiras nos aturou, tanto nos ensaios para o nosso teatro como nas aulas... Faz parte da vida de um professor dar uns bons puxões de orelhas aos alunos! No entanto, pensamos ser bons meninos e meninas!

A ela, o nosso profundo agradecimento, com o pedido de que nunca se esqueça das suas «crianças» do 12º B.

Os alunos do 12º B, Ano Lectivo 2006/2007"

Apresentadores do Sarau:

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Excertos da peça "Felizmente Há Luar!" de Luís de Sttau Monteiro - 12º B:

 

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"Uma Aula sobre a Exploração Sustentada dos Recursos Geológicos": 11º D:

 

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 Pregão e Dança Tradicional da Área de Projecto do 12º E/F:

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 A Peça "A Pessoa com Deficiência" - Área de Projecto do 12º A:

 

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Passagem de Modelos:

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Moda Tradicional - Área de Projecto 12º E/F:

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A Peça "Vida Saudável" - Área de Projecto do 12º D:

 

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Par misto de Ginástica Acrobática:

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Hip Hop - Grupo de alunos da Escola Secundária de Seia:

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Ginástica Acrobática de Grupo:

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Actuação da Tuna da Escola Secundária de Seia:

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Tuna e alunos do 12º B:

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publicado por novosnavegantes às 13:53
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Dia da Escola

No dia 28 de Maio, a Escola Secundária de Seia esteve em festa, pois festejou o seu 33º aniversário.

 

                                     

Este dia foi preenchido com diversas actividades, entre as quais a apresentação dos trabalhos desenvolvidos, ao longo do ano, na Área de Projecto e Trabalho de Projecto, pelas turmas do 12º ano de escolaridade.

O polivalente da Escola teve sempre uma moldura humana muito atenta às apresentações que foram sendo feitas ao longo do dia, composta quer por alunos e professores, quer por convidados e Encarregados de Educação.

 

   

 

     

   

   

 

   

   

                         

 



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